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    <title>Odontologia: encontrando o caminho da felicidade!</title>
    <link>https://www.fakodontologia.com.br</link>
    <description>Com 30 anos de experiência em ensino superior e mais ainda em clínica odontológica, será que eu encontrei a felicidade?</description>
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      <title>Odontologia: encontrando o caminho da felicidade!</title>
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    <item>
      <title>O que acontece?</title>
      <link>https://www.fakodontologia.com.br/o-que-acontece</link>
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      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O que acontece?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-1092671.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ultimamente tenho pensado muito a respeito da nossa profissão e essa pergunta vem com frequência em meus pensamentos... O que aconteceu? Sou de uma geração que se formou na década de 90 e vi ainda muitos profissionais que se formaram na década de 60, 70 e 80 atuarem.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hoje a maioria se aposentou e muitos estão em vias de. Sabe o que me chama a atenção? Quase todos estão muito bem de vida, conseguiram sustentar suas famílias dignamente, alguns (muitos na verdade) acumularam patrimônios (imóveis e dinheiro) e normalmente não vieram de famílias abastadas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas o mais interessante, o que realmente me faz refletir, era a realidade que esses profissionais tinham em seus ambientes de trabalho. As pessoas mais jovens que estão lendo esse blog talvez não saibam como era a vida da maioria dessa geração que referencio. Pois então vou tentar descrever um pouco essa situação e, por favor, se alguém que estiver lendo e fez parte dessa história discordar que a realidade não era essa, desculpe-me e me corrija!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nessa época, era muito comum os consultórios serem em pequenos sobrados em travessas de ruas movimentadas (porque o aluguel era mais barato) ou em sobrelojas de comércios de avenidas movimentadas (geralmente padarias rs). Muitos trabalhavam sozinhos, de roupa branca, sem auxiliares. A sala de espera era de decoração simples, com sofás pouco sofisticados ou com bancos e cadeiras de madeira. Televisão nem pensar. Normalmente o atendimento acontecia por ordem de chegada. Hora marcada começou mais na década de 80. Os materiais odontológicos mais utilizados na época eram amálgama, resina composta quimicamente ativada (de apenas uma cor), óxido de zinco e eugenol, godiva e alginato para moldagem. Pude ouvir um grito de ARGHHH de alguns leitores nesse momento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Claro que sempre existiram os profissionais “diferenciados” que já tinham consultórios em prédios comerciais nas principais avenidas de São Paulo, que atendiam a grande nata da sociedade paulistana e eram “famosos”. Coloquei entre aspas porque a fama deles era pelo fato de serem mais notáveis dentro de um círculo diferenciado da sociedade na época, e não por atenderem famosos. Até porque nessa época, as pessoas eram mais discretas e não ficavam divulgando tratamento odontológico. Nem o paciente e nem o dentista.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A questão que coloco é: hoje a nossa odontologia melhorou muito para as pessoas, sem dúvidas. Os materiais são melhores pois até conseguimos devolver perfeitamente a forma e a função dos dentes. Existe mais conforto, em todos os sentidos, no tratamento odontológico. A tecnologia está ajudando a acelerar certos passos clínicos do nosso cotidiano. Temos mais salas em prédios comerciais com preços mais accessíveis do que antigamente. A mídia de divulgação ampliou com a internet e redes sociais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Tudo indo perfeito! Mas tem um porém... Nunca vi na minha vida tantos colegas com dificuldades financeiras, alguns bem endividados, exercendo outras profissões paralelas (que não tem a ver com odontologia), sem moradia própria e sem renda para ter uma vida mais digna! Pessoas com consultórios maravilhosos e bem localizados, mas com a conta corrente no vermelho.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alguns vão alegar que é o excesso de profissionais que se forma ou pela presença maciça de convênios... Até acho que possa ser. Mas eu também acho que quanto mais parâmetros os pacientes têm para identificar um bom profissional, melhor será para o cirurgião dentista mais preparado. Afinal, você só consegue identificar uma boa feijoada por ter provado várias ruins...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outros vão alegar que antigamente os materiais odontológicos eram piores e por isso tratava-se mais, ganhava-se mais... Não concordo! O que mais ouço de pessoas que se trataram nessa época é “pena que o dentista que fez essa dentadura se aposentou... gosto tanto dela que já faz 50 anos que a uso e não gostaria de trocar... está firme e não cai, só vou fazer isso porque quebrou”.... ou “pena que vou ter que trocar essa resina porque manchou... tenho ela há 30 anos”.... ou “por que trocar esse amálgama doutor (a)?....
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tenho há 40 anos e nunca me incomodou...” estranho não?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Parece um paradoxo... a odontologia, como ciência, era pior, ou seja, não havia tantos avanços tecnológicos e científicos como hoje. Mas os profissionais eram mais bem sucedidos financeiramente. Tanto que ainda temos a fama de sermos “ricos” até hoje... coitados de nós (rs). Então volto a pergunta: o que aconteceu?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Claro que não tenho a explicação. Na verdade, o intuito desse texto é fazer uma reflexão sobre o assunto. Muitas perguntas seguramente não serão respondidas. E não tenho a pretensão de responder nenhuma. Mas gostaria de levantar algumas questões que pude perceber a respeito disso pelas observações que a história me proporcionou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em tempo atrás, a figura do profissional era muito importante. Lembro-me que ainda como criança e já como estudante de odontologia, nunca ouvira um paciente perguntar qual a marca de resina que seria utilizada. Não que não ache isso importante. Pelo contrário, que bom que os pacientes têm essa preocupação! Mas o ponto a que me refiro é que as pessoas confiavam no profissional e não na marca do material utilizado. Supunha-se que era utilizada a melhor. Ou na verdade não havia tantas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Até hoje temos cirurgiões dentistas que iniciaram a carreira utilizando resinas quimicamente ativadas e atualmente usam as melhores resinas compostas do mundo. Eram bons profissionais na época e ainda os são até hoje. O conceito não mudou, ou seja, não foi o material que os fizeram um profissional melhor. Eles só se aperfeiçoaram.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em contrapartida, é cada vez mais normal o profissional se notabilizar pelo material odontológico que usa, pelos equipamentos sofisticados que têm, pela localização e decoração do consultório, pelo carro que dirige e pelas viagens que faz. Ou seja, o protagonismo está indo para tudo que é periférico ao profissional, menos ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E qual o custo disso? Para ser reconhecido como “bom profissional” você precisa necessariamente estar em uma localização privilegiada (sorte para os donos desse imóveis), contratar arquitetos famosos (sorte desses profissionais), usar acabamentos de primeira (sorte das lojas de materiais para construção), utilizar móveis de grife (sorte dos shoppings primes que vendem móveis caros), dirigir um carro importado, fazer um cruzeiro no Mediterrâneo ou no Caribe, hospedar-se em resorts luxuosos, atender famosos de graça (que lhe trará fama e notoriedade), utilizar materiais odontológicos e equipamentos quanto mais caros possíveis (que lhe trará status) e finalmente, contratar um assessor de imprensa e de imagem que lhe trará mais credibilidade. Afinal, a roupa que você usa diz o profissional que é!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não tenho absolutamente nada contra isso... O mundo mudou e nós precisamos acompanhar essa mudança. Só que eu acredito que exista um meio termo... Como tudo na vida. Equilíbrio é o mais importante e hoje, sinceramente, sinto que é uma das coisas mais difíceis a serem alcançadas. Pelo menos para mim. Sou super a favor dos avanços de equipamentos e materiais odontológicos de primeira. Eu os utilizo. Mas não porque o “Dr. Fulano” (um digital influencer – que virou uma profissão) indicou. Até porque não sei se ele ganhou o equipamento para fazer essa indicação.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pode ser impressão minha, mas parece que todo mundo foi tirando uma “fatia” dos nossos ganhos de como era antigamente e a gente foi ficando com as migalhas. E como muitos dentistas alimentam isso, o mundo odontológico acompanhou essa ideia. Seria bom se pudéssemos agregar esses valores sem perdermos o nosso protagonismo. Ao contrário, na medida em que entendemos que esse é o caminho, então não há do que se reclamar a respeito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Tenho certeza que muitos profissionais, ao cimentar uma coroa de porcelana de última geração, deixa mais que 50% do valor cobrado do paciente ao scanner intra oral, CAD CAM, cimento resinoso, motor elétrico, contra ângulo redutor, caneta de alta rotação húngara (claro que é uma ironia porque não sei se as canetas de lá são as mais caras do mundo), localização, decoração, móveis de grife, auxiliar que fala 3 línguas, sabonete da Islândia (mais uma ironia), manobristas sósias de famosos e com barriga tanquinho, tapetes persas e a champanhe francesa safra 1918 porque foi a melhor dos dois últimos séculos na sala de espera (sou da geração que oferecia um cafezinho).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Isso sem falar dos impostos governamentais que levam uma fatia também (e grande).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Enfim, desejo que todos nós possamos cobrar por tudo isso e ainda termos condições de fazermos um patrimônio para uma digna aposentadoria. E que sejamos felizes mesmo assim.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ahhh uma última coisa... não conheci nenhum dentista dessas gerações anteriores que ficou frustrado por não ter atendido alguém famoso... mas acho que isso talvez seja uma pura coincidência!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Wed, 02 Feb 2022 23:16:23 GMT</pubDate>
      <author>fak@alumni.usp.br (Fernando Aparecido)</author>
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    </item>
    <item>
      <title>No ritmo</title>
      <link>https://www.fakodontologia.com.br/no-ritmo</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Qual é o ritmo correto?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-9816.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alguns dias atrás estava eu caminhando em uma movimentada avenida daqui da cidade de São Paulo onde moro. Para quem não conhece essa grande metrópole, avenidas como essa costumam ter aproximadamente umas 50 pessoas ao seu redor. A grande maioria caminhando... Nunca havia feito essa reflexão e quando me vi pensando nisso, achei que poderia virar tema do meu blog.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Das muitas pessoas que estavam próximas a mim, ou que passaram ou que ultrapassei algumas delas em questão de poucos minutos, reparei que NENHUMA estava andando no mesmo passo e na mesma velocidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fiquei pensando que parecia uma exceção e não uma regra... tanta gente caminhando juntas e NINGUÉM estava no mesmo ritmo. Apesar de estranho, com certeza você que está lendo deve estar pensando: mais que normal! É assim mesmo! E eu concordo!
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas quando o assunto é das pessoas terem um ritmo diferente na maneira como vivem suas vidas, garanto que essa concordância não acontece.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com frequência, esse nosso mundo em que vivemos, com tecnologia, informação e principalmente a internet, impõe-nos a caminharmos nos mesmos passos. Veja! No ensino fundamental I e II é recomendado que se faça entre 06 e 14 anos. Ensino médio até os 17... Faculdade, se entrar com mais de 20 anos já está atrasado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois de se formar tem que trabalhar, encontrar alguém e casar até aproximadamente 35 anos. Em algumas famílias essa pressão é maior ainda entre as mulheres. A sociedade e a biologia (pela questão da fertilidade) são cruéis com elas. É claro que sempre teremos exceções e felizmente que seja assim. Mas ainda vemos com muita frequência esse tipo de cobrança.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com as redes sociais, a coisa piorou... Dificilmente vemos pessoas com 60 anos formando-se no ensino médio e mostrando o diploma com orgulho. E sabemos como isso ainda é comum no nosso país. Gente madura postando a “solteirice” com satisfação, admitindo que não encontrou a pessoa certa. Vemos muitos casamentos, mas não se mostram as separações que, em muitos casos, decorrem de um casamento onde não houve a convicção do parceiro (a) ideal.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na questão profissional é muito pior! Agora temos que dançar para vendermos produtos. Os layouts das páginas precisam ser de cores “tal e tal” para mostrar um clima alegre e descontraído. O seu nome precisa aparecer com formato gótico porque está na moda. Se estiver em período de festas precisa se fantasiar. O que eu vi de colegas no último Halloween vestidos de vampiros e zumbis não foi brincadeira! Parecia um Insta versão “The walking dead”. Achei até que tinha me enganado de app. Ahhh! E tem que lançar uma postagem por dia para “ser lembrado”. E aí começamos a ver postagens de gente puxando um ferro na academia com a mão direita. Semana que vem é com a mão esquerda. Também pudera.... quanta postagem!
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na nossa área, tenho dificuldade de entender o porquê precisamos dançar para um paciente nos procurar. Dizem que é uma forma de interação, que os pacientes gostam de pessoas “reais”... Confesso que nunca quis saber se meus médicos dançam ou não! Se são engraçados e bem humorados.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Talvez eu esteja ficando velho mesmo... (rs). Mas volto a insistir... Que bom que exista isso. Não sou contra. Só questiono o “porquê” das pessoas que não gostam disso serem consideradas arcaicas e ultrapassadas por muitos. Aliás o FB atualmente já é considerado passado... Justo agora que alcancei uma marca considerável de “amigos” (rs).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Não seria mais interessante se, na vida real, os ritmos das pessoas fossem respeitados assim como acontece nas caminhadas em grandes avenidas de grandes metrópoles? Em todos os sentidos. Sempre terá o apressado. Aquele que quer chegar ao topo da montanha e não apreciar a paisagem na subida. Tudo bem! Mas terá aquele que tem menos pressa de chegar. Ou que partiu de um lugar mais distante... o que importa é a caminhada. De onde você partiu e aonde está chegando.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com relação às redes sociais, tem gente que não tem perfil e nem jeito para dançar. Aliás é o meu caso. Quem me conhece sabe o quão ridículo ficaria eu dançando funk no Instagram. Risada por semanas, eu garanto! Ficarei “famoso” como o vídeo mais engraçado do ano. Mas se você nasceu pra isso, faça! O mundo precisa de gente assim. É gostoso de ver.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Trabalhe do seu jeito, no seu ritmo, naquilo que acredita, desde que seja correto e honesto. Pode demorar um pouco mais, mas poderá “apreciar a paisagem” enquanto isso. Não tente acompanhar o passo daquele estranho que você nem conhece. A realidade dele seguramente é diferente da sua. Nem que seja só um pouquinho... As dicas que ele posta são baseadas nas experiências próprias, que não são necessariamente as suas... Não gere uma ansiedade desnecessária. Não precisamos disso. Até porque quase ninguém posta algo de lazer pouco glamouroso. Parabéns aos corajosos que se mostram felizes tomando sol na laje! Portanto, faça do seu jeito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não olhe tanto a vida dos outros... O profissional que você segue mostra os artistas que atende, mas duvido que poste os eventuais processos judiciais que carrega... Trace uma rota e siga com segurança. Podemos ter percalços, a vida muda, os planos e objetivos são alterados, mas que sejam por motivos próprios e não alheios. Garanto que independente do resultado, terá a sensação de dever cumprido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E para finalizar, faço um contraponto... quando você está acompanhado, mesmo em avenidas movimentadas cheias de gente, é educado, gentil e coerente acompanhar os passos da sua companhia... Que seja assim com a pessoa que você escolheu caminhar ao seu lado por toda a vida...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 24 Jan 2022 19:47:50 GMT</pubDate>
      <author>fak@alumni.usp.br (Fernando Aparecido)</author>
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      <title>Empreendedorismo na Odontologia</title>
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      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como empreender na Odontologia?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/7ba30208/dms3rep/multi/pexels-photo-2988232-e331e36f.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sem sombra de dúvidas, é o assunto mais complexo quando comparado com os anteriores. São muitas nuances e seguramente não conseguirei abordar todos os aspectos. E a intenção é apenas dar uma direção. Espero poder ajudá-lo a escolher um caminho. Mas ao fazer isso, deverá estudar muito mais para conseguir compreender as dificuldades e atingir seu objetivo em ser feliz.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Inicialmente, você terá que possuir duas vocações. Ser um bom dentista e um bom empreendedor/administrador. Pelo menos em um primeiro momento. Já que fez um curso de Odontologia, suponho que queira ser o primeiro funcionário de sua própria empresa. Mas isso não é uma obrigação. Ao longo de toda a minha vida acadêmica conheci muitos alunos que já possuíam algum negócio na área de atendimento odontológico e foram buscar a faculdade para entender melhor tecnicamente o ofício da sua empresa, o que eu acho ótimo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas se você vai ser o primeiro e único funcionário no começo, concorda que, para sua empresa crescer, ela necessita que tenha múltiplas funções? Além de dentista, será o auxiliar, recepcionista, faxineiro, comprador e o administrador de tudo isso. Se supormos que cada um desses profissionais trabalhe 8 horas por dia, percebe que seu dia deveria ter mais de 24 horas para suprir todas essas atribuições?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dessa forma, você está preparado para ter uma carga de trabalho de pelo menos 18 horas diárias contando com os finais de semana? Sua família vai entender essa situação? Que os seus ganhos momentaneamente serão de investimentos para sua empresa? O que eu mais conheço são pessoas que querem ter uma vida de funcionário tendo um negócio próprio.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Talvez muitas pessoas não concordem comigo, mas não consigo entender como o dono da clínica se ausente da empresa/consultório por várias horas ou alguns dias da semana e a deixe nas mãos de auxiliares ou de profissionais prestadores de serviços. Lembre-se que se sua empresa falir, essas pessoas continuarão em outros lugares, mas você perderá o seu negócio. Para que realmente você possa contar com esses profissionais, o nível de comprometimento tem que ser enorme. Normalmente são grandes amigos ou parentes, que também se beneficiam em caso de crescimento de sua empresa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tenho ótimas histórias, donos de grandes clínicas, que começaram humildemente com um modesto consultório e tinham como braço direito a esposa/marido ou os pais. Eu acho que não existe uma fórmula mágica para isso. E ao ver as histórias, elas são muito parecidas. Nunca vi ainda a trajetória de uma clínica de sucesso em que não houvesse o envolvimento direto de seu dono ou de um fiel escudeiro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na parte administrativa, muitos terão que aprender através de cursos ou mesmo pela vivência de ter trabalhado em grandes consultórios/clínicas em como gerir uma empresa. São muitos detalhes que terá que estudar arduamente. Além disso, acredito que existe um fator que não está nos livros e não conseguirá aprender com ninguém. Ser empreendedor é um dom. Como ser um músico, bailarino ou atleta.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Lembre-se que é uma ínfima quantidade de pessoas que emprega as outras bilhões no mundo todo.  Eles não pensam como a maioria, nem poderiam. E se você se descobrir como um visionário empreendedor, parabéns. Que você cresça e ajude a empregar muitas pessoas que precisam sustentar suas famílias. Mas se não for, não fique triste. Você só faz parte de uma imensa maioria.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outra coisa que eu acho importante abordar, não imite alguém apenas por imitar. Também vi e vejo muita gente perder seu negócio indo atrás de fórmulas prontas. Espelhar-se em alguém pode ser muito bom. Mas pra isso certifique-se que os negócios sejam parecidos, o mesmo público e as mesmas características. Verifique também se essa pessoa que você espelha se pareça contigo. Caso contrário, é a mesma coisa que comprar uma calça pra você apenas porque vestiu bem em outra pessoa. Pode ficar ridículo no seu corpo. Se for imitar alguém, imite as coisas certas. Trabalhar bastante, dedicação, esforço, ser econômico, investir certo, fé e perseverança.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Hoje em dia é muito comum os profissionais utilizarem as redes sociais para divulgarem seus trabalhos e tem pessoas copiando esse modelo. Não tenho nada contra. Mas se for fazê-lo, vou te contar um segredo. Já não é mais o pioneiro nisso. Não é mais novidade. Pelo contrário, talvez já estejamos em um ponto de saturação. Quantas lives você assistia no passado e quantas você vê atualmente? Conheço pessoas que postavam dois (duas) a três vídeos/publicações por dia. Fizeram isso por meses. Mas os resultados não vieram. E são várias as explicações. Talvez tenha que se investir muito mais tempo hoje para um retorno quando comparado com alguém que começou a fazer isso logo no início. Ou ainda, talvez você tenha que inovar, fazer algo que ainda ninguém tenha feito. Isso já é mais difícil. Só peço por favor para que, ao inovar, não caia no ridículo. Às vezes, ao querer inovar, pode fazer coisas que se arrependa depois.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Faço uma reflexão... se uma pessoa passou 1 ano investindo em redes sociais e depois desistiu, concorda que poderia ter usado esse tempo investindo diretamente nos pacientes? Quanta energia foi gasta para nada? Pode parecer que não, mas se fez corretamente, eu asseguro que muito tempo foi utilizado para manter essa rede. Ah, você pagou por isso? Some tudo e veja se realmente teve retorno. Precisa investir por mais tempo? Sabe quanto é o seu limite para esse investimento? Eu acho que deveria estudar mais a respeito. Porque corre o risco de nadar um oceano e morrer na praia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Se utilizou esse tempo para deixar seu paciente mais satisfeito, pode ter feito um eficiente marketing direto. Acredito que foi um bom investimento. Afinal é ele que te sustenta e eventualmente te trará mais pacientes. Será que não é melhor usar esse tempo ligando para o paciente para saber se está bem após uma cirurgia ou tratamento endodôntico do que postar um antes/depois no instagram ou facebook?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vejam, não quero ser o dono da verdade. Como sempre digo, é apenas a minha opinião. Mas depois de muitos anos clinicando, tendo um consultório próprio e ouvindo e vendo muitas histórias, observo com muita frequência esses problemas. A minha intenção é apenas repassar a minha experiência. O caminho, quem escolherá, é você.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Também conheço histórias propositivas de pessoas que cresceram seu negócio através de redes sociais. E o interessante é que sempre tem algo inusitado nelas. Ou pelo pioneirismo, a forma inédita de abordar algo ou pela criatividade. Infelizmente tem casos de profissionais que ficaram famosos pela falta de ética ou por chamarem a atenção através do ridículo. Na minha opinião é a pior forma de se fazer crescer algum negócio. Afinal, tudo poderá ser usado contra você. E lembre-se: redes sociais têm alcances infinitos. Da mesma forma que te leva ao paraíso rapidamente, a queda para o inferno também pode ser vertiginosa...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Não acredito em receitas prontas, afinal são vários caminhos a serem seguidos. Os profissionais são diferentes e atraem pessoas dos mais variados tipos. Tenho um grande amigo que me ensinou uma vez que os pacientes dele já o conhecem. Com todos os defeitos e virtudes. E a parceria dá certo. Os que não se deram bem com ele, já foram com outros profissionais. E tudo bem. Tem paciente para todos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os seus pacientes normalmente vão acreditar no que você acredita. Se acredita em rede social, ele provavelmente te achará por lá. Se acredita em indicação, seguramente seus pacientes só virão indicados. Se acredita em indicador profissional através de mídias eletrônicas, não se preocupe. Seus pacientes devem acessar esse tipo de informação. Eu só discordo, com todo o respeito, que hoje em dia, se você não tiver uma rede social intensa e ativa, não exista profissionalmente. Já ouvi isso de diversos profissionais renomados. São formadores de opinião.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A impressão que me dá é que quem não gosta disso está fadado ao fracasso. Que triste se isso for verdade. Avaliar a capacidade de um profissional só porque ele gosta ou não de redes sociais. É claro que elas podem trazer muitos pacientes e retorno financeiro, além da fama. Mas para mim, eu insisto que ter sucesso não é apenas ter muito dinheiro ou ser famoso. Gosto de acreditar que além do conforto financeiro, devemos também acrescentar algo na vida de alguém.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com relação a investimentos, aprendi que o tamanho do seu negócio é o tamanho do seu investimento. E muitas vezes não é só financeiro. Requer tempo também. Muita gente reclama que seu consultório não está rendendo o esperado. A minha pergunta é: qual energia você está dedicando ao seu negócio? Não se sinta injustiçado, mas infelizmente estará recebendo o que o seu consultório merece. As pessoas costumam pensar de uma maneira inversa. Quando entrar um dinheiro extra compro o motor para fazer implante. É ao contrário. Compro o motor primeiro porque automaticamente entrarão os casos de cirurgia. Quando ganhar um extra, faço a reforma. Faça-a primeiro. Os pacientes valorizam isso. E não é milagre. Simplesmente você se preparou para isso acontecer.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Levar a geladeira velha de casa para o consultório? De jeito nenhum. Por favor, não faça isso. No consultório tenha a melhor e mais bonita geladeira, televisor, cafeteira. É de lá que virão os recursos para poder comprar as coisas boas para sua casa. Se o seu lar for impecável e o consultório for tosco, como o paciente pode se sentir valorizado já que, na maioria das vezes, ele não frequenta sua residência? Geladeira velha só se for levar para o seu sítio ou casa na praia!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quanto á localização, perca (na verdade ganhe) um tempo precioso para essa pesquisa. Os tempos mudam e os hábitos da população também. Muita gente não tem mais carro hoje em dia. Transporte público mais Uber está ficando cada vez mais barato que manter um carro. Ter o seu consultório bem localizado é muito importante na minha opinião. Se for perto de metrô ou em uma rua/avenida bem localizada, já é um bom começo. É claro que tem a ver com seu público alvo. Eventualmente seus pacientes só virão de carro. Nesse caso não importa. Mas tenha, de preferência, seu consultório próximo da moradia desses pacientes e um bom serviço de manobrista. Isso é uma coisa que os pacientes gostam muito. Prédios comerciais próximos a estações de metrô suprem bem essas condições! Se o paciente for de metrô tem essa opção e se for de carro e quer todo o conforto e segurança, normalmente esses lugares têm manobristas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No caso de optar pelo prédio comercial, fique atento a alguns detalhes. Consultório odontológico não é só a cadeira, equipo e uma mesa como sabemos. Tem um vasto problema de instalações elétricas e hidráulicas. Fora a questão do aparelho de Rx. Necessita-se de proteção da radiação dos pacientes na sala de espera, dos outros profissionais que prestarão serviço, dos funcionários (se tiver) e da sua própria. Pra piorar temos que usar um compressor, que apesar de alguns modelos serem silenciosos, o barulho constante, mesmo baixo, podem te enlouquece ou o seu vizinho. Ou pior, talvez os dois. Se não verificar bem isso, pode ter problemas em alguns prédios comerciais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Cuide também da questão de valores de condomínio. Tem prédios maravilhosos, bem localizados e com valores de aluguel/compra bem convidativos. Mas o condomínio pode ser muito alto. Por má administração ou por ter poucas unidades. Veja inclusive o horário de funcionamento do prédio. Isso é importante para a nossa profissão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Muitos procedimentos odontológicos podem exceder o horário planejado e se o mesmo fechar, terá que passar o fim de semana ou o feriado prolongado enclausurado com o seu paciente. Nesse caso, só desejo que seja um/uma paciente agradável. Teria uma segunda opção nesse caso o que obviamente é mais comum... O porteiro esperar a finalização do seu atendimento após o horário de expediente. Horas extras...
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Se o porteiro processar o prédio, os outros condôminos não serão muito simpáticos com você. E ainda tem a questão de urgências em horários alternativos. Imagine se você tiver que atender o presidente de uma empresa cujo provisório do elemento dental 11 soltou às 23 horas. E ele tem uma reunião as 08 horas no dia seguinte. Como fazer se o prédio está fechado nesse período? Talvez ele comece a querer trocar de profissional se for uma situação recorrente. Veja também se o condomínio tem refrigeração (ar condicionado) central.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Normalmente, nesses casos você terá a comodidade de não precisar instalar esse tipo de aparelho na sua sala. Porém, ele terá hora para desligar. Imagina se estiver no meio de uma cirurgia de implante, você e o paciente cobertos por campos e aventais de gramatura 50 por mais duas horas de procedimento no calor? É desmaio na certa. De ambos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Se optar por um imóvel independente, como uma casa ou um salão comercial, lembre-se que você terá que adequá-lo para um consultório. E o custo para isso sabemos que não é baixo. Normalmente no contrato diz que deve entregá-lo como era originalmente. Verifique o tempo de contrato. Imagine se você alugar um imóvel, investir R$50.000,00 e o proprietário resolve pedir de volta em 12 meses? Se o contrato permitir, não terá o que fazer. E perderá quase todo esse investimento! Às vezes é bom pesquisar financiamentos para adquirir um imóvel próprio. Além de ser um bom investimento, não terá o risco de passar por essa situação.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Espero que tenha conseguido passar algumas dicas com relação a esse assunto. Como já alertei, seguramente não tenho como abordar todas as questões relativas ao nosso campo de atuação. Caso queira ser um empreendedor, estude mais. Pesquise tanto quanto se fosse abrir uma cafeteria ou uma academia de ginástica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pense no capital a investir. Inclusive nas possibilidades de expansão. E também no tamanho de sua empresa. Engana-se quem acha que ter uma rede de clínicas te fará mais rico que um consultório. Muitas vezes o negócio fica tão grande que o proprietário perde a noção do verdadeiro lucro e das despesas. O giro de capital é muito alto e já não sabe mais o tamanho da empresa. Precisará ter mais habilidade ainda em administrar um grande negócio. É só ver a quantidade de grandes redes de clínicas nos últimos 10 anos que abriram e já faliram. Muitos dirão que os donos faliram mas saíram milionários.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E respondo mais uma vez... o projeto é ser rico ou ser feliz também? Se o projeto é ser rico, realmente pode ser uma boa abrir uma grande rede de clínicas independentemente do que vai acontecer. O que importa é sair bem financeiramente nesse caso. Mas se o projeto é ser feliz, terá que descobrir qual tamanho de empresário quer ser para não se perder.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atualmente, escolhi ser o dono de um consultório. Algo menor que eu possa administrar, inclusive à distância pelas várias atividades que exerço. Dessa forma, não posso (e nem devo) reclamar porque o retorno do meu consultório é menor que uma clínica, concorda? A pergunta que mais ouço, claro, tem a ver com ganhos financeiros. Com certeza se ficasse apenas em meu consultório, acredito que teria um pró-labore maior. Mas tenho a satisfação de fazer outras coisas que também amo. E para mim, isso conta. Talvez eu mude de ideia algum dia. Inclusive nesse momento não estou lecionando. Mas o objetivo de encontrar prazer nas coisas que faço, isso espero nunca deixar de fazer.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Insista em encontrar um caminho que te fará feliz. Digo isso porque quanto mais envelheço e ganho experiência, vejo o quanto isso é importante. Como é triste ver pessoas mal humoradas, que exercem a profissão com má vontade, que não veem a hora de se aposentar. O pior é saber que essas coisas refletem no convívio familiar. Iniciam-se as brigas, discussões, desânimo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quantas pessoas alegam que não se sentem motivadas a saírem de casa por estarem muito cansadas? Infelizmente essas atitudes estão atreladas a pessoas que não têm motivação para trabalhar. E descontam na família. Pense nisso. A vida é uma só. Não a desperdice sendo infeliz. E acredite que há espaço para todos nesse mercado de trabalho!
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      
           Seguramente haverá um caminho que te levará a uma vida plena e feliz!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Fri, 14 Jan 2022 19:51:35 GMT</pubDate>
      <author>fak@alumni.usp.br (Fernando Aparecido)</author>
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    </item>
    <item>
      <title>Atuação do Cirurgião Dentista no SETOR PRIVADO</title>
      <link>https://www.fakodontologia.com.br/atuacao-do-cirurgiao-dentista-no-setor-privado</link>
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      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quais são as áreas de atuação no setor privado?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/7ba30208/dms3rep/multi/pexels-photo-6502029-f913f5f3.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesse capítulo, é importante lembrar que vou focar na prestação de serviço odontológico, ou seja, atuar como dentista em empresas e consultórios privados.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Existe a possibilidade de atuar em várias frentes nesse setor. Como exemplo, cito lecionar em instituições privadas, como sempre fiz. Ou de profissionais que trabalham em empresas que fabricam produtos odontológicos tanto na parte comercial quanto na prestação de assessoria técnica. Não clinicam pela empresa, mas contribuem pelo conhecimento técnico. E com certeza teremos outros exemplos que nem poderia citar, pela ausência total de informação e/ou pelo desconhecimento de profissionais que atuam em algumas áreas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para os dentistas que querem prestar serviço na iniciativa privada, vou começar pela parte mais crítica. Não é para desanimar, mas acho que são desafios que precisam ser encarados desde o início, ainda antes de buscar o emprego.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quando começar suas atividades em uma clínica ou consultório privado, lembre-se que em algumas situações, não conseguirá realizar o protocolo de atendimento que aprendeu na faculdade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Estranho dizer isso, mas vou exemplificar para melhor entendimento. Digamos que você se formou em uma boa instituição de ensino, com ótimos professores e forneceu os melhores materiais para atendimento clínico. Aprendeu a fazer uma boa moldagem, uma boa restauração, um bom tratamento endodôntico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao se formar, é indicado a trabalhar em uma clínica cujo proprietário lhe fornece material e insumos de qualidade duvidosa, que o protocolo da consulta é bem diferente do que aprendeu, muitas consultas por dia e com falhas em biossegurança. Caso não concorde com isso, seguramente não terá futuro nesse lugar. Mas se estiver precisando muito trabalhar pois as contas não esperam, terá que se sujeitar a atender dessa forma até conseguir algo novo, que ofereça um serviço odontológico em que você acredite e que ache certo. Difícil não? Aconteceu comigo isso uma vez.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fui convidado a trabalhar em uma rede de clínicas muito famosa na época, mas que já faliu. E hoje entendo inclusive o porquê disso acontecer. A proposta financeira era muito boa. Para se ter uma ideia, ganharia em 4 dias de trabalho mensal, o salário de um dos meus empregos naquela ocasião. No entanto, não concordava com o protocolo de atendimento. E achei que não seria bom trabalhar nesse lugar apenas pelo lado financeiro porque tinha a minha subsistência de outras formas. Não sou contra isso. É apenas a minha opinião.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pensei na minha carreira como um todo, que talvez pudesse me arrepender disso depois, fazendo procedimentos que vão contra os meus princípios. Mas se não tivesse opção, iria fazê-lo da melhor forma possível. Dar o máximo para o seu paciente com os recursos que lhe são fornecidos é o mínimo que se pode fazer. Isso se chama ética na profissão. E muitas vezes essas condições não são ideais. Mas temos que fazer a nossa parte! Dificilmente teremos as circunstâncias perfeitas, inclusive em grandes e boas empresas. Isso é uma utopia. Mas sempre dê o seu máximo!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com relação a parte financeira, o problema pode ser maior ainda.... Já ouvi de tudo. Tem clínicas que pagam 20% a 30% do total de seu faturamento e livres de impostos. Outras da mesma forma, mas terá que levar material, principalmente EPIs. Há clínicas que oferecem tudo e pagarão entre 40% a 50%, porém terá que recolher o imposto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ainda pode encontrar clínicas que pagam um fixo por dia, ou seja... tem de todos os jeitos. E a questão do prazo de pagamento. Existem clínicas que te pagarão no mesmo dia em que realizou os procedimentos. Outras pagarão em um dia fixo do mês sobre valor que fez nesse período. Tem clínica que te acertará depois de quase 60 dias após ter feito o procedimento. E pasmem... há lugares que te exigirão ficar o dia todo, por até 12 horas, independentemente de atender paciente ou não, sem salário fixo...
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nem os vendedores de loja de varejo passam por tal humilhação. Recebem pelo menos um salário mínimo para isso.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sinceramente, acho que nós, cirurgiões dentistas, deveríamos não aceitar certas coisas... Entendo a dificuldade de muitos para sobreviver. Mas acredito que, enquanto alguns profissionais aceitarem condições humilhantes, a tendência é sermos explorados cada vez mais. Lembrem-se que estamos todos no mesmo barco. Se ninguém aceitar, essas clínicas terão que mudar o método, pois dependem de nós para existirem.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os donos desses lugares, mesmo sendo cirurgiões dentistas, não conseguem atender mais de uma pessoa simultaneamente. Mas sinceramente não quero polemizar... é apenas a minha opinião... Eu só penso em uma coisa. Será que quem oferece condições tão ruins assim aceitaria isso? Eu preferiria mudar de profissão! Afinal tem administradores de clínicas e THDs que ganham muito mais que alguns cirurgiões dentistas...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para os que vão prestar serviço em entidades privadas e serem registrados (SESC, Sindicatos, etc), terão benefícios. Aliás, todos que um regime CLT garante. Algumas entidades oferecem até mais benefícios que os garantidos por lei. Seria muito bom, principalmente em início de carreira. Infelizmente são poucas vagas para muitos dentistas que se encontram no mercado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Normalmente passam por exames rigorosos de seleção e, em alguns casos, precisam também serem bem indicados. O normal que qualquer trabalhador de qualquer área tem que se submeter ao querer trabalhar em alguma empresa. Conheço vários amigos nessa situação e, na maioria das vezes, gostam do emprego. Não têm estabilidade, mas se trabalharem corretamente dificilmente são demitidos. Várias pessoas conseguem se aposentar nesses lugares. E são felizes. Procure se informar se na sua cidade existe essa possibilidade. Pesquise e vá conhecer. Se persistir, garanto que conseguirá.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Existe uma modalidade de emprego atualmente cada vez mais comum que é prestar um concurso para trabalhar em OS (Organização Social). Na verdade, resumindo, consiste em oferecer seus serviços profissionais em uma UBS, UPA ou CEOs, mas você não se tornará um servidor público no papel. Atenderá como um funcionário público, porém, será trabalhador de uma entidade privada que administra esse sistema. A prefeitura repassa a verba para uma associação que administra com mais eficiência que o setor público. Pelo menos é essa a ideia.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Obviamente o governo monitora (ou deveria) para cobrar os resultados dessa prestação de serviço. A diferença fundamental de um servidor público é que não terá a estabilidade do emprego. Mas conheço muita gente que trabalha nesses lugares e, se for um bom funcionário, não terá problemas com relação a isso. Os salários são maiores que no funcionalismo público, mas a cobrança também, em todos os sentidos. Na hora da aposentadoria, até onde conheço, você estará submetido ao regime do INSS.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Talvez seja o futuro da prestação de serviço público daqui para frente. É uma forma que o governo encontrou para fazer uma parceria público/privada oferecendo o serviço para a população e se isentando dos ativos mais pesados que são os funcionários e a infraestrutura dos consultórios que são muito altos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Independente da área que escolher nesse setor, uma coisa é certa: se não apresentar bons resultados ou se receber muitas reclamações por parte dos pacientes, dificilmente conseguirá se manter no mercado. E eu vejo isso com bons olhos porque eu sempre defendi que os bons profissionais devem ser mantidos. Os maus são os que denigrem a imagem da nossa profissão. Como professor sempre insisti nisso com meus alunos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Aproveitando a última frase, vou escrever algo em ser professor. Uma das minhas maiores paixões. Será fácil discorrer sobre esse assunto. Leciono desde os meus 19 anos. Ainda estava me graduando em Odontologia. Lecionava química em um colégio público substituindo um professor que estava readaptado (não pode mais lecionar por algum problema de saúde e passa a fazer serviços administrativos).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Por um acaso, esse professor é um dos meus melhores amigos e também paciente desde essa época. E detalhe, coincidentemente fui professor da sua filha na faculdade. Hoje ela também é professora e fomos colegas por muitos anos em uma instituição de ensino. Minha amiga e paciente também.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Tenho excelentes recordações desse início da minha vida acadêmica. Lecionava na lousa usando giz. Luz acesa. Olho no olho. Muito diferente das aulas de Odontologia que usam muitas imagens e sala escura. E não existe o melhor ou pior. São diferentes. Como não se tem o recurso da imagem, o professor tem que ter muita criatividade para poder transmitir certas informações. Eu não sei desenhar. Tinha que ser através das palavras mesmo. E acredito que foi uma excelente escola para mim.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As vezes algum colega da faculdade me perguntava como conseguia falar por muito tempo com os alunos sobre determinados assuntos sem imagens ou diapositivos.... Eu respondia que devo ter aprendido quando era professor de química...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nessa época fui convidado a participar de um processo seletivo para fazer pós graduação na faculdade que me formei. Já estava para me graduar e o início da caminhada começava em um estágio didático na disciplina que havia escolhido. Se quer seguir o caminho da vida acadêmica, de uma coisa não conseguirá fugir: pós graduação stricto sensu (Mestrado, Doutorado). Não são todas as instituições de ensino que oferecem esse tipo de curso. Geralmente são as públicas. As privadas são muito poucas e, quando oferecem, em muitos casos são pagas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nas públicas, além de serem gratuitas, ainda pode conseguir uma bolsa de estudo para sua subsistência através de órgãos de fomento em pesquisa. As vagas são escassas e alguns cursos abrem-se processos seletivos com apenas 5 a cada 2 anos. A concorrência é muito grande, principalmente se fizer em uma instituição pública. Se não gosta de ser aluno de graduação, garanto que de pós é muito pior. Terá as mesmas obrigações como provas, aulas e ainda acumulará atribuições que não tinha antes, como experimentos e projetos de pesquisas. E o pior, às vezes, ninguém te cobra. Mas quando chegar a hora dos resultados, terá que apresentá-los. E espero que você os tenha porque a encrenca que irá arranjar será grande.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para exemplificar, cito a experiência de fazer uma tese. Para realizá-la, precisará fazer experimentos que podem levar muito tempo. Tem alguns que necessitam cultivar células em um período de 2 anos. Se o prazo da entrega da sua tese for em um ano, concorda que não dará tempo? (Sim, existem prazos!!!!).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outras pesquisas, precisará treinar muito uma metodologia (vários meses) para fazer a tese porque não poderá perder seu material biológico por erros de técnica (como por exemplo dentes humanos, cada vez mais escassos). Se se distrair, quando estiver acabando seu prazo, ainda estará na fase de treinamento. Ainda bem que existe a figura do orientador, que estará olhando por você (ou deveria). É muito comum os alunos gostarem de “orientadores legais” (que não cobram muito). Mas lhe asseguro com toda a convicção: os mais “chatos” e “exigentes” serão os que não te deixarão perder o prazo e que te farão crescer profissionalmente.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fazer mestrado e doutorado é uma vocação. Muita gente se empolga, mas ao iniciar o curso descobre que não tem afinidade com isso. Lembre-se: tudo tem ônus e bônus como sempre digo. Se realmente quer lecionar em uma faculdade de Odontologia, terá que percorrer esse caminho. Antigamente algumas instituições de ensino não exigiam tal formação. Atualmente, todas exigem. E quanto mais se qualificar, mais chances terá de ser escolhido em um processo seletivo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os que fazem a pós graduação no exterior, em uma boa e renomada instituição, têm maiores chances. Até pelo domínio de uma segunda língua. Fui muito feliz em meu curso. Tenho excelentes recordações. Percorreria o mesmo caminho se tivesse que fazer tudo de novo. Fiz muitos amigos que mantenho até hoje.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com relação a salários, asseguro que temos de tudo. Geralmente nas instituições públicas os salários são melhores. Mas lembremos que o país passa por mudanças e talvez isso não seja mais uma verdade daqui alguns anos. Os processos seletivos em universidades públicas são muito rigorosos. Em vários casos duram dias. E a concorrência é enorme. Às vezes não é uma questão de relação candidato/vaga. Há concursos de apenas 2 candidatos disputando uma vaga. Mas lembre-se que esse outro candidato é muito, mas muito qualificado!
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nas universidades privadas têm vários tipos de processos seletivos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Se já é um professor, que tenha boa reputação. Isso é muito importante. Com o mundo cada vez mais conectado, é fácil conhecer uma pessoa pelas redes sociais. Sempre gosto de insistir que ser professor é uma vocação. Se racionalizar muito, dificilmente seguirá esse caminho.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Acredito que seja complicado lecionar por dinheiro. Até porque na maioria dos casos, os salários não são tão altos. Conheço alguns professores visivelmente frustrados. Parecem que estão indo para a forca quando têm que lecionar. E quando lecionam, “vomitam” a matéria na tentativa de encerrar a aula o mais rápido possível.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Acho um desperdício, pois acredito que todos temos um dom que recebemos e fazemos bem, sem esforço e com prazer. Eu amo lecionar. Não sinto que estou trabalhando quando faço isso. Por isso, pense bem antes de escolher esse caminho. É muito longo, suado e sofrido para desistir depois...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para os que querem trabalhar em empresas que fabricam/comercializam produtos odontológicos, terão muitas opções de escolha. Podem trabalhar na área comercial divulgando produtos, na parte administrativa como planejamentos e estratégias, departamento científico como um consultor ou mesmo desenvolvedor de produtos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesse último caso, é comum a empresa exigir uma formação de pós graduação na área. Afinal vai lidar com pesquisas também. Pelos amigos que conheço e atuam nesse ramo, geralmente gostam muito. Participam de feiras e congressos no mundo todo. Relacionam-se com profissionais renomados que ajudam a divulgar os produtos. Tem uma parte social muito intensa. É frequente essas empresas organizarem jantares e meetings. Obviamente também têm as suas dificuldades.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Devemos lembrar que existe, com certeza, um interesse comercial que se traduz em vendas. Se isso não ocorrer, existirá uma pressão sobre esses funcionários. Com relação a salários, não tenho a mínima ideia de valores. Do que conheço, geralmente esses profissionais trocam de empresa, mas nunca saem do ramo. Lembra jogador de futebol! Trocam de time, mas continuam sendo atletas. Jogadores de futebol costuma ter bons salários (risos).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Fri, 07 Jan 2022 20:18:58 GMT</pubDate>
      <author>fak@alumni.usp.br (Fernando Aparecido)</author>
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      <title>Atuação do Dentista no Setor Público (SUS)</title>
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      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Unidadbe Básica de Saúde (UBS) e Centro de Especialidades Odontológicas (CEO)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/7ba30208/dms3rep/multi/capa-fundo-branco+%281%29.png"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aparentemente existe uma idéia errada de que esse setor se restringe apenas a atendimentos de uma população vulnerável nas UBSs, UPAs, CEOs, hospitais... diria que na maioria das vezes sim, mas existem outras possibilidades de atuar. Pode-se trabalhar na área administrativa, gestão, secretaria da saúde, vigilância sanitária... são muitas opções. Obviamente não trabalhei em todas elas. Contarei sobre minhas experiências em UBS e CEO, onde trabalhei por um tempo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foi uma grata experiência que aconteceu em minha carreira. Eu ingressei no serviço público maduro profissionalmente. Tinha 13 anos de formado. Já havia trabalhado como prestador de serviço para outros, em meu próprio consultório particular e lecionava. Sinceramente não tinha uma ideia de como isso funcionava. Existem muitos estereótipos a respeito de saúde pública. Infelizmente, na maioria das vezes, ruins. Mas quando comecei a trabalhar em uma UBS, descobri um novo e inexplorado mundo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Eu me formei em uma época em que o curso de odontologia era muito elitizado. Acredito que ainda é, pelo alto custo na graduação desse curso. Mas naquela época tinha mais um agravante. Os cursos eram integrais, e quando em faculdades particulares, as mensalidades se equiparavam aos valores que hoje são do curso de medicina.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apesar de ter feito uma universidade pública, tinha um alto custo de me manter no dia a dia (carro, gasolina, almoço, lanches e obviamente os livros, instrumentais e equipamentos necessários para a formação). Era muito difícil trabalhar e estudar para quem fazia o curso integral como eu fiz. Mas nessa época comecei a lecionar no período da noite, o que me propiciou aliviar um pouco as despesas para o meu pai. Aliás foram bons tempos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fiz esse parêntese nesse assunto porque a questão, não por mera coincidência, é que o curso de Odontologia nesse período também formava alunos com uma visão elitizada da profissão. Nessa época era raro um aluno pensar, após a sua formatura, em trabalhar no serviço público. A nossa formação focava atender em consultórios particulares. E não há problema algum nisso.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas acredito que hoje preparamos os alunos para um mercado de trabalho mais amplo, visando inclusive a sua atuação no SUS. E nesse momento talvez a sua dúvida seja: existe diferença de atuação no setor público e privado? E a resposta é: depende do ponto de vista.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sob uma óptica somente técnica, não há e NÃO DEVE HAVER diferença alguma no campo de atuação profissional. Ou seja, todos os procedimentos que realizar no serviço público devem ser idênticos como se estivesse em um consultório particular.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Atualmente temos equipamentos e insumos muito semelhantes ao que temos em consultórios particulares. Fotopolimerizadores de LED, canetas de alta rotação e motores de baixa rotação de boas marcas, aparelhos de ultrassom, resinas compostas, sistemas adesivos, diferentes sais anestésicos e vasoconstrictores.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nos CEOs (Centros de Especialidades Odontológica) temos localizadores apicais, material de isolamento absoluto, laboratórios de prótese equipados, aparelhos de raio X. Esses são alguns exemplos. Pode-se perceber que conseguimos fazer quase tudo em termos de procedimentos odontológicos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É claro que vai depender muito de prefeituras com vontade política de investimentos em saúde bucal. Nosso país é continental e existem diferenças regionais. Mas nos grandes centros urbanos e nas capitais em geral, é muito comum encontrarmos esse cenário que descrevi.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A grande diferença que eu vejo na atuação do cirurgião dentista no campo público é na questão da promoção de saúde do indivíduo, como um todo. Não que no consultório particular não necessite disso.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas é mais difícil aparecer um paciente com vários problemas de ordem bucal ou geral simultaneamente. Normalmente são pessoas que cuidam mais da saúde. Precisam resolver problemas pontuais na odontologia. E isso exige um profissional principalmente com habilidades técnicas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por exemplo, na minha especialidade, é comum o paciente estar com boas condições gerais (normorreativos ou quando apresentam algum problema de saúde estão compensados e se tratam periodicamente) e bucais também. Não possuem cáries e quando têm restaurações, estão bem realizadas. No entanto, uma restauração de um dente anterior pode estar com um formato levemente arredondado ou com discreta diferença de cor. Imperceptível aos olhos de um leigo. Mas o paciente se incomoda. Ele busca um especialista para resolver esse problema “milimétrico”. E que bom que tenhamos profissionais assim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No serviço público podemos e devemos também resolver esses problemas. Mas infelizmente o perfil de muitos pacientes é um pouco diferente. Não adianta resolver um problema “milimétrico” quando alguns pacientes apresentam 10 ou mais lesões de cárie, inclusive sentindo dor.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Você precisa olhar esse paciente como um todo. Devolver a saúde antes de resolver problemas específicos. E para piorar, muitos deles apresentam ainda quadros de hipertensão e diabetes não compensadas, gravidez de alto risco, tuberculose, alcoólatras e viciados em drogas ilícitas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fora a questão de analfabetismo e da falta de compreensão, mulheres solteiras com muitos filhos, desempregados, deficiências físicas e mentais. Percebe-se como temos que mudar o foco para essa realidade? Às vezes, o menor problema que esse paciente tem são as 10 lesões de cárie...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quando se ajuda essas pessoas a melhorarem um pouco de vida, a sensação é única e indescritível. Difícil de explicar. Tem pacientes que foram maltratados a vida toda. E não somente na área de saúde...
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando encontram profissionais que ouvem seus problemas e os ajudam na resolução ou no encaminhamento, ficam eternamente gratos. Já recebi almoços, bolos, salgadinhos, tortas, guloseimas, chocolates... Como tudo! Quando alguém me pergunta se não tenho receios, sempre respondo que se foi feito com amor e carinho, não tem como passar mal (risos). E nunca passei! É o jeito que alguns têm de retribuir algo que lhes foi feito de bom. E eu devolvo da melhor maneira que posso, fazendo meu melhor, mesmo com algumas dificuldades por falta de verbas no setor da saúde. Se acha que a sua vocação tem a ver com essas experiências que descrevi, tenho certeza que amará trabalhar no serviço público. Para mim é gratificante!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outro aspecto positivo nesse tipo de atividade é o trabalho em equipe. Geralmente trabalhamos, no mínimo, com mais uma pessoa, nossa auxiliar (ASBs). Na maioria das vezes, com mais colegas de profissão também. Sempre tive sorte de trabalhar com bons parceiros. Tenho amizade, até hoje, com muitos deles. Nosso ofício é um pouco solitário quando comparado com outras profissões.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Posso afirmar que, para muitas pessoas, isso é importante. Confesso que não poderia trabalhar o tempo todo em uma atividade solitária. Gosto de interagir com outros profissionais. Felizmente também acontece com minha outra atividade que é lecionar. Para os que trabalham sozinhos em saúde pública, lamento... Seria uma exceção.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quanto a algumas dificuldades, lembro que no SUS temos que ter muita produtividade. O tempo de atendimento é bem enxuto, o que infelizmente não permite ter um contato maior com os pacientes. Em outras palavras... bater papo. Além da agenda lotada, atendemos urgências com demanda espontânea. Dessa forma, se vierem todos os pacientes marcados naquele período, ainda existem esses atendimentos extras. Há dias que confesso que termino muito cansado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Temos também algumas limitações normais de um atendimento público como falta de insumos e quebras de equipamentos. Infelizmente é uma realidade do país. Sempre temos dificuldades de verbas na área da saúde, além dos problemas burocráticos de licitação.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para alguns profissionais, existe também uma situação incômoda que é ministrar palestras em saúde bucal. Geralmente são pessoas mais introspectivas que não gostam de falar em público. Como leciono, não tenho esse problema, até gosto muito. Talvez seja esse o seu caso também.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Trabalhei por um período em um CEO. Fazia cirurgia oral menor. Foi um momento de muita aprendizagem pois saí da minha zona de  conforto por ser outra especialidade que não leciono e não exerço com muita frequência em meu consultório particular. Tive um grande parceiro que considero amigo e que me ajudou em muitas cirurgias mais complicadas. Foi um verdadeiro curso de especialização. Sou muito grato a tudo isso.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No CEO as coisas funcionam um pouco diferentes. Como protocolo, não há a obrigatoriedade de se atender urgência, pelo menos no município que atuo. Não posso afirmar em outros municípios. Gostava de atender apenas pelo prazer de aliviar a dor das pessoas. Lá, as consultas são agendadas com um tempo maior para os procedimentos. Afinal, no caso de cirurgias, realizamos exodontias múltiplas, dentes inclusos, remoção de grandes hiperplasias, freios labiais e linguais, regularização de rebordos e outras coisas mais. Sempre são procedimentos mais complexos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Gostei muito de trabalhar lá. Pelo ofício (gosto também de fazer esses tipos de cirurgias), pelo lugar e pelas pessoas. Uma das poucas desvantagens que eu considero é que o paciente não está submetido a um plano de tratamento que você tenha escolhido, ele pertence ao cirurgião dentista da UBS de origem.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você se torna quase um prestador de serviço. Como exemplo, tem profissionais que pedem exodontias de terceiros molares erupcionados, hígidos pela dificuldade e não pela impossibilidade de higienização do paciente. Aí vem meus questionamentos: o paciente foi esclarecido, sabe que estão hígidos e que só serão extraídos devido à difiduldade de higiene e que possui outras alternativas? Na dúvida, eu sempre pergunto novamente e documento tudo no prontuário corretamente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um outro problema a ser enfrentado é a demora da consulta para ser atendido no CEO em alguns municípios. Uma indicação de exodontia de um terceiro molar semi incluso pode levar mais de 1 ano em algumas épocas. A pericoronarite, se estava presente, já se resolveu com a erupção desse elemento dental. Quando o paciente passa pela consulta, não existe mais dor, ou seja, perdeu-se o motivo do atendimento. Infelizmente faz parte para quem trabalha dentro de normas e regras que não foram estabelecidas por você.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No ambiente hospitalar, UPAs e na área administrativa, não tenho experiências no setor público. Mas conheço algumas pessoas que atuam. A parte que conheço é que nas UPAs não tem agenda. Sua função é atender quem aparece, com um problema qualquer e resolver! O que for odontológico tem que estar preparado para tudo. Muita adrenalina, não? Para quem trabalha em hospital, com certeza lidará com casos mais complexos de intervenções, principalmente na especialidade de cirurgia bucomaxilofacial.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Conheço profissionais, ainda estudantes, que sempre desejaram trabalhar em hospitais. Já pensavam em fazer residência na época da graduação. Com certeza é uma paixão. Aliás, se esse é o seu desejo, é interessante canalizar essa energia já na época da faculdade. Procurar os professores certos para te orientarem nesse caminho. E que seja feliz!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na parte administrativa, diria que usará a Odontologia como informação técnica para uma boa administração no setor público. Afinal, para exemplificar, se estiver em um setor de compras, deverá conhecer os materiais e insumos que são melhores para o exercício da profissão. Não se limita apenas ao preço. Em uma licitação, terá que aliar valor com qualidade. Conhecer tecnicamente a profissão que administra é um grande bônus para um bom trabalho. Aliás é assim que deveria ser em todo o país. Profissionais da saúde no Ministério da saúde, profissionais da educação no MEC, etc...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como podem ver, são muitas as possibilidades de se atuar no setor público. Mas a essência é sempre a mesma... ser um Servidor Público... o nome já diz tudo... 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 22 Nov 2021 13:13:58 GMT</pubDate>
      <author>fak@alumni.usp.br (Fernando Aparecido)</author>
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      <title>Quais as possibilidades?</title>
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      <content:encoded>&lt;h3&gt;&#xD;
  
         Qual seguir?
        &#xD;
&lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/7ba30208/dms3rep/multi/pexels-photo-277593-1920w.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Inúmeras.... 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Seria pretencioso de minha parte dizer todas as possibilidades que essa profissão permite. Nem teria competência para isso. Mas se a dividirmos em grandes blocos, poderemos chegar em algumas áreas de atuação. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Começo dividindo em três grandes partes: setor público, setor privado e empreendedor. Imagino que qualquer área de atuação que escolha, necessariamente terá que encarar os desafios que cada uma dessas três fatias representa. Nesse capítulo, tentarei fazer um breve resumo desses 3 segmentos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    
          O setor público é um dos poucos que realmente contrata o cirurgião dentista com todos os benefícios empregatícios que temos no Brasil. Férias, décimo terceiro, licença maternidade, estabilidade, aposentadoria. São muitas vantagens! Imagine conseguir todos esses benefícios logo após sair da universidade? Nada mal! 
         &#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    
          Porém, não se iluda muito. Como escrevi no blog anterior, sempre temos ônus e bônus... Infelizmente os salários não são os melhores. Apesar dos muitos benefícios, dificilmente conseguirá, sendo exclusivamente funcionário público, comprar iates e carros de luxo, fora as viagens para a Tailândia nas praias paradisíacas. 
         &#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    
          Ainda mais se resolver constituir uma família com filhos. Esquece.... não vai dar... lembrando que estamos falando de funcionários públicos honestos (risos). Mas você pode prestar esse serviço parcialmente. Muitos concursos públicos oferecem 20 horas de carga horária semanal. O que te permite fazer outras atividades no tempo que lhe restar... inclusive algo mais rentável que complemente seus ganhos. Eu tenho um prazer muito grande em ser um servidor público. Nos próximos capítulos contarei brevemente sobre o meu cotidiano, que acho muito gratificante.
         &#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No setor privado, dificilmente conseguirá exercer a profissão de cirurgião dentista com toda a formalização trabalhista. Geralmente nesse setor você se torna um prestador de serviço. Dessa forma, dificilmente terá um salário fixo com carteira assinada, direito a férias, décimo terceiro e FGTS. Receberá porcentagens das clínicas e consultórios que trabalhar. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Existem alguns setores da sociedade, como sindicatos e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           entidades empresariais, que contratam dentistas. Mas a oferta é muito pouca para absorver o volume de profissionais que temos no mercado. Os salários, quando existem, são melhores que no setor público. Mas perde-se estabilidade e benefícios de aposentadoria. Talvez uma coisa compense pela outra. Isso quem avaliará é você. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na prestação de serviço, muitos acham que é pouca a porcentagem que se paga pelos tratamentos realizados. E concordo com isso. Hoje em dia, ouço algo em torno de 30% a 40%. Também acho que deveria ser mais. Eu tive o privilégio de, no meu início de carreira, receber 50% dos serviços prestados, livre de qualquer taxação. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fui muito feliz nesse consultório. Tinha excelentes condições de trabalho com os melhores materiais, mesmo sendo simples e longe dos grandes centros. E existem excelentes oportunidades nessa área porque em alguns casos, mesmo não sendo alta a porcentagem sobre o serviço prestado, têm clínicas que cobram R$ 5.000,00 reais por procedimento.... atendem uma elite financeira da sociedade. 40% desse valor até que não é ruim, principalmente se for por hora, não é mesmo?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Empreendedor.... Essa é a melhor e a pior parte... Vamos começar pela melhor:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quer fazer do seu jeito? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como acredita que a Odontologia deva ser exercida? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ter seu próprio horário? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Liberdade? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ficar rico? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ter funcionários para trabalhar menos e poder administrar mais? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pronto! Esse é o caminho! 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-941693.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sem dúvida, esse é o setor que mais te propiciará isso! Não tenha dúvidas! Bônus mil! Mas temos o ônus também, como sempre... 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Está disposto a ficar sem salário fixo por anos? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Deixar de viajar por até uma década? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Consegue dormir com altas dívidas? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não se desespera em ver sua conta corrente no vermelho? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ter um veículo chamado de condução e não de carro no início? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Seu parceiro de vida, se tiver, está disposto a isso? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Consegue ter paciência a longo prazo? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Se você reúne todas essas qualidades, seguramente pode ser um grande empreendedor. Se trabalhar honestamente e corretamente, não se desespere! Você chegará lá! Pode demorar um pouco, mas com certeza atingirá esse objetivo. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tem pessoas privilegiadas que conseguem um empurrãozinho de alguém nesse início. Principalmente se for ajuda financeira ou se tem algum ente querido com um consultório ou clínica já por muitos anos estabelecidos. O caminho fica menos árduo, mas nunca fácil. As pessoas gostam muito de ver as coisas já encaminhadas. E não querem conhecer o caminho percorrido para se chegar lá. Não existe mágica para isso. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Espero que tenhamos muitos empreendedores lendo essas páginas. O mundo precisa de vocês. Afinal é uma minoria que emprega a grande maioria da população. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Termino ainda dizendo que nesse setor você necessariamente precisará de dois grandes quesitos: Além de ser um bom profissional, deverá também ser um grande administrador. Se é do tipo que não consegue administrar sua vida pessoal, talvez encontre muita dificuldade em administrar uma empresa. É muito mais complexo!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você precisa saber qual o melhor perfil que se encaixa dentre esses 3 grandes grupos de atuação. Em todos, pode ser muito feliz. E como consequência tudo virá naturalmente. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apesar do setor público não remunerar tão bem, poderá planejar até o fim da sua vida contando com aquele salário. É um grande bônus saber que nunca receberá uma carta de demissão. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gosta de maiores riscos? Sem problemas. Pode prestar serviço ou ter seu próprio negócio. Pode ter um retorno mais lento, mas com muitas possibilidades. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lembrando que em qualquer situação, se persistir e fizer tudo certo, chegará no mesmo destino. Tem gente que não valoriza ser funcionário.... lembre-se que se for competente, nunca faltará oportunidade de trabalho. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/7ba30208/dms3rep/multi/pexels-photo-7005693-cf534090.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Além disso, gosto sempre de dar um exemplo nessa questão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Hoje você prefere ser um bom e famoso apresentador de TV ou o dono da emissora?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ser um dos melhores jogadores do mundo ou o dono do time?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pense nisso...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Até a próxima!!!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-277593.jpeg" length="317768" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 29 Oct 2021 20:09:42 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Ônus e bônus</title>
      <link>https://www.fakodontologia.com.br/onus-e-bonus</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;h3&gt;&#xD;
  
         Quais são os ônus e bônus que você quer na sua vida?
        &#xD;
&lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
    
          Vou começar esse capítulo retomando o assunto anterior através de um exemplo clínico que é da minha área. É muito comum, principalmente nas redes sociais, cirurgiões dentistas mostrando casos de lentes de contato ou facetas de porcelana em fotos de antes e depois, de preferência de algum artista famoso. 
         &#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
    
          Propositadamente, o mesmo CD mostra, nessa mesma rede social, fotos adquirindo um carro de luxo ou navegando em um iate próprio.  Qual a imagem que está sendo passada? Fazer esse tipo de trabalho traz muito retorno financeiro! O que não está errado até
         &#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
    
           
         &#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
    
          então. Realmente são trabalhos com valores muito altos. 
         &#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;br/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O aluno, recém formado, precisando encontrar um caminho que lhe dê um retorno financeiro urgente, pois adquiriu várias dívidas durante sua formação, pensa em seguir esse caminho pelo retorno financeiro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Porém, pela sua ainda inexperiência, não consegue imaginar o quanto aquele trabalho odontológico foi complicado, o extenso tempo de planejamento, a sobre expectativa do paciente, que imagina que os dentes vão lhe deixar mais magro e mais sexy, o alto custo do técnico de prótese e, seguramente, os prejuízos que alguns casos apresentam por repetições. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Além disso, você deveria ter uma aptidão que alguns professores que ministram esses cursos não falam: Paciência! 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você gosta de desenrolar fios com vários nós por horas? Consegue montar quebra cabeças de 1000 partes? Fazer protótipos com centenas de peças minúsculas? Que bom! Já posso dizer que tem uma boa virtude para se começar a pensar em seguir a área de estética! 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No entanto, você é do tipo que manda mensagem de WhatsApp e se a pessoa não visualiza em 30 segundos já pensa que a mesma morreu ou está te traindo? Vai sofrer muito se quiser seguir essa especialidade. Sua ansiedade vai atrapalhar seu desempenho profissional.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Isso eu chamo de ônus e bônus da profissão!
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Normalmente só se olham os bônus e todos nós queremos isso. Mas se não enxergarmos os ônus, podemos nos decepcionar. E se acontecer seguidamente logo no início da profissão, muitos profissionais ficam desiludidos e acabam desistindo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Por isso é importante descobrir, logo, qual a direção que te levará aos caminhos mais felizes. Isso te motivará a chegar nos mais altos degraus que escolheu seguir.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            E como consequência se realizará em todos os sentidos, tanto no aspecto pessoal, profissional e financeiro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           CONTINUA NO PRÓXIMO BLOG...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;a&gt;&#xD;
    &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-207983.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;/a&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 25 Oct 2021 21:25:23 GMT</pubDate>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Odontologia: encontrando o caminho da felicidade!</title>
      <link>https://www.fakodontologia.com.br/felicidade</link>
      <description>Após 30 anos no magistério e mais de 20 anos trabalhando em clínicas particulares e no SUS, será que encontrei a felicidade?</description>
      <content:encoded>&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-462030.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Após 30 anos no magistério e mais de 20 anos trabalhando em clínicas particulares e no SUS, será que encontrei a felicidade?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Talvez a primeira pergunta que venha em sua mente nesse momento é: quem escreveu esse texto é feliz exercendo a Odontologia?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essa seria a minha primeira pergunta uma vez que esse é o assunto. E a minha resposta é... depende! Primeiro, é necessário saber qual é o seu conceito de felicidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Supondo que você que está lendo esse texto acredite que felicidade é ter muito dinheiro para viajar pelo mundo, comprar roupas de grifes caras, carros de luxo e uma mansão em um bairro nobre, então eu te diria que não sou feliz, pelo menos ainda.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Porque é uma vida que não posso ter nesse momento. E não há problema algum em querer isso, mas é uma situação que poucos atingem em uma velocidade muito rápida quando se trata dessa profissão.
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  &lt;/p&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você pode ser um empresário nesse ramo e conseguir ficar rico rapidamente, mas estou me referindo à Odontologia como exercício, ou seja, atuando como cirurgião dentista.
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Voltando a pergunta inicial, é importante saber qual o seu conceito de felicidade no exercício da profissão. De todos que li a respeito sobre ser feliz naquilo que faz, o que mais me identifico é ter mais momentos felizes do que tristes.
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            Exemplificando, se acorda todos os dias de manhã lamentando-se em realizar as consultas, provavelmente terá muitos desgostos durante sua vida. Lembrando que passamos praticamente 1/3 ou mais de nosso tempo trabalhando. Já pensou o quanto essa pessoa será infeliz?
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            É óbvio que tem dias que estamos cansados, desanimados, preocupados.... isso faz parte da vida, mas todos os dias? Algum questionamento você deveria se fazer. No entanto, se termina o dia de atendimento e já começa a se planejar para o dia seguinte entusiasmado(a), planejando as consultas, feliz e com a sensação de dever cumprido, provavelmente está no caminho certo.
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            Dessa forma, posso responder agora essa pergunta pessoalmente. Sou muito feliz na Odontologia! Tudo que faço está ligado a essa profissão. Sou funcionário público (cirurgião dentista em uma UBS), professor universitário e também tenho um consultório particular. E desde que me formei, só atuei nessas áreas. Nunca exerci outra profissão, tudo o que conquistei até hoje foi através da Odontologia. Trabalho aproximadamente 80 horas semanais e mesmo assim tenho o mesmo entusiasmo. Veja, isso não significa que não sinta cansaço. São coisas diferentes.
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            Com certeza fico exausto às vezes, mas perder o entusiasmo, nunca.
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           Respondida a primeira pergunta, acredito que teria agora uma segunda. Eu a faria! Por que escrever sobre isso? Certa vez, assistindo a um seminário oferecido por uma grande empresa odontológica, tive a oportunidade de assistir a uma palestra do conceituado Max Gehringer. Para quem não o conhece, resumidamente, é um aclamado administrador e gestor de empresas e carreiras. Ao término, ele permitiu a abertura para perguntas pessoais. Eu me candidatei porque acredito que não poderia pagar uma consulta com esse renomado profissional (risos). Perguntei como poderia empreender mais no meu consultório particular, se já trabalhava em média o dobro de um profissional “padrão”, que são 40 horas semanais! Ele demorou um pouco a responder e disse.... você já empreende bastante! Deveria escrever um blog e ajudar outras pessoas. Isso ficou na minha cabeça. E resolvi fazê-lo agora.
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            Além desse fato, tem um algo a mais que me motiva a escrever sobre esse assunto, que é a situação dos alunos após a formatura. A grande maioria dos cursos no Brasil não têm no currículo uma disciplina voltada para orientação profissional. E não que eu tenha essa pretensão, mas se o recém formado tiver algumas informações, acredito que poderá encontrar um caminho mais facilmente.
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            Alguns alunos me pedem orientação de qual caminho seguir com o desfecho do curso. E procuro ajudar contando sobre o meu cotidiano, as coisas boas e as dificuldades. E claro que não é uma realidade vivida somente por nossos discentes. A grande maioria dos formandos de outros cursos, da área de saúde ou não, passam pelo mesmo problema. E o dilema é o mesmo: qual caminho seguir agora que me formei... são muitas opções e o aluno ainda não tem experiência profissional para discernir.
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           Admito que também não conheço todos os caminhos dessa nobre profissão. Mas após 27 anos clinicando e ensinando, acredito que posso buscar informações aos vários profissionais que conheço e que conheci nessa caminhada para saber como é atuar nas áreas que escolheram. E espero poder ajudar nesse processo.
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            Quando alguém me procura para uma orientação profissional, a primeira pergunta que faço é: o que te atrai na profissão? Por isso o meu questionamento no início desse texto. Tenho uma crença que trabalhar feliz traz a realização profissional. E tudo que vem depois é consequência disso. As pessoas atrelam, com frequência, felicidade profissional com ganhos financeiros. Normal. Confesso que já fiz essa associação. E não há nada de mal nisso.
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            Mas na medida que esses ganhos financeiros não acontecem, a frustração é diretamente proporcional. Começa um desânimo que pode terminar com a desistência da profissão. E lembremos que ganhar dinheiro e trabalhar são coisas completamente diferentes. Se o seu objetivo de vida é ganhar dinheiro, acredito que temos áreas muito mais rentáveis e rápidas para isso.
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            Não precisa escolher a Odontologia, que por um acaso, é uma das profissões que mais se necessita de investimentos, inclusive antes de se formar. Existem outros atalhos, mas quero deixar claro... com certeza essa profissão pode te deixar muito rico! Não tenho dúvidas disso. Porém, creio também que para isso acontecer você terá que se encontrar nela em todas as suas nuances.
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           Ao longo dos próximos textos, espero poder ajudá-los um pouco nessa caminhada.
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      <pubDate>Mon, 25 Oct 2021 11:38:31 GMT</pubDate>
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